Tinha 16 anos e muito menos desenvoltura do que hoje. Bem no canto mal-afamado das traseiras do pavilhão B, muito a medo, a Maria beijou, pela primeira vez, o Ricardo. Ele estava longe de ser um poço de ternura ou de ter um décimo do charme dos galãs dos filmes que consumia vorazmente. Mas tinha um estilo de fora da lei que a puxava. Era uma espécie de atração fatal. “Para uma menina demasiado certinha como eu, mas com a cabeça cheia de fantasmas, acho que o Ricardo era a oportunidade de desalinhar, da menina exemplar mandar à fava a pressão e sentir a adrenalina do perigo nas veias.
